Memorial Petronio Augusto Pinheiro
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Anos 40 - Segunda Guerra e a Batalha da Borracha
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O Governo Vargas  na intenção de corresponder ao acerto feito através dos Acordos de Washington criou o Serviço de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – SEMTA, que recrutava os nordestinos em sua região promovendo sua mudança para a Amazônia, tinha como finalidade principal o alistamento compulsório, treinamento e transporte de nordestinos para a extração da borracha na Amazônia, como intuito de fornecer matéria-prima, para os aliados da II Guerra Mundial, seriam eles os Soldados da Borracha. Vargas criou também a Comissão Administrativa de Encaminhamento de Trabalhadores para a Amazônia – CAETA, que cuidava da burocracia em relação à transferência dos Soldados da Borracha, o Banco da Borracha, hoje Banco da Amazônia S.A.  que financiava a economia da borracha. Ainda tivemos o Serviço de Abastecimento do Vale Amazônico – SAVA, que se preocupou em montar toda a infra-estrutura regional oferecendo as condições para a viabilização da produção e seu escoamento na região. A Amazônia, novamente ganhou importância e volta ao cenário Nacional e Internacional. Dentro dos planos Governamentais, serão criados cinco novos Territórios Federais: O Território Federal do Amapá, do Rio Branco, de Ponta Porã, do Iguaçu e finalmente o Território Federal do Guaporé, em 13 de Setembro de 1943.

Getúlio Vargas visita a Amazônia em outubro de 1940 e pronuncia seu famoso e retórico "Discurso do Rio Amazonas", acentuando a imagem de vazio demográfico e da necessidade da colonização para o renascer da região. Desde 1877, marco das primeiras grandes levas de retirantes na direção da floresta, até o II Ciclo da Borracha, nos anos 40, durante a Segunda Guerra Mundial, estima-se que mais de 500 mil nordestinos vieram para a região, determinando a cultura, os valores e hábitos, mesclados com a herança nativa. Esse pano de fundo histórico, portanto, ajuda a entender toda a movimentação operada na Amazônia que viu chegar Petronio Augusto Pinheiro.

O encontro entre Petronio e Cosme Ferreira Filho, no final dos anos 40, nas dependências da Associação Comercial do Amazonas, foi decisivo para a contratação daquele jovem recém-chegado do seringal Conceição do Raimundo, nas barrancas do Rio Juruá, com suas estórias e paixão amazônica, no projeto do então deputado e empresário local, a Companhia Nacional da Borracha, CNB, envolvido na extração e beneficiamento de produtos naturais. Petronio e Cosme estiveram juntos, numa relação de trabalho e amizade de quase três décadas. E essa relação ganhou especial conteúdo com a deflagração da Segunda Grande Guerra (1939-1945), quando o Brasil foi obrigado a definir sua posição. Em 1942, Petronio estava com 20 anos, e residia na casa dos seus tios Alfredo Moacir e Regina, na casa 1414, localizada na Rua Joaquim Nabuco, onde permaneceu até casar-se com Iclé Baraúna, em 1960, com quem foi morar na Avenida Getúlio Vargas.

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    2010

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