Memorial Petronio Augusto Pinheiro
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A Família Baraúna.
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A família Baraúna veio à Manaus do Território de Guaporé, atual Estado de Rondônia, onde viviam numa casa de arquitetura portuguesa, deixada pelos proprietários que retornaram a Portugal, tangidos pela crise da borracha, para que seu José tomasse conta até à volta da família ao Brasil, o que jamais aconteceu. Foi em 1937 a vinda para Manaus, onde compraram uma casa da família Conde, de origem espanhola, na Rua Ferreira Pena, um casarão assobradado, em estilo art nouveau, da belle époque francesa, ajardinada, com seis dormitórios no andar de cima, uma suíte no térreo, com três amplas salas, destinadas às refeições, à reunião de família e à saraus e sessões de música ou baile familiar, além de um corredor avarandado e imensa área de serviços.

Esses bailes ficaram famosos em Manaus, onde, nos anos quarenta e cinqüenta, o Grupo dos 13, formado por rapazes de famílias tradicionais da sociedade, organizavam o vida social e recreativa nos fins de semana. Eles pertenciam às famílias dos Figueiredos, Negreiros e Abrahim. A residência das Baraúnas era ponto de encontro preferencial dessas iniciativas. As festas eram animadas movida pelo virtuoso piano de Gilberto Barbosa e, freqüentemente pelo músico Batatinha, que os americanos - que aqui desembarcaram no início dos anos 40, para a tentativa de reativação do Ciclo da Borracha - chamavam Mr. Potato. De tão famosas e cobiçadas, essas festas rivalizava com os clubes da cidade, Ideal Clube incluído, tendo recebido até prêmio da melhor festa da cidade, pelo glamour, organização e o brilho do encanto das anfitriãs. Além das Baraúnas, a nata moçoilas de puro encanto incluía as Furtado, as Castelo Branco e as Gaspar, para citar algumas.

Os pais estimulavam essa agitação social e o entretenimento sadio, caseiro e juvenil que as festas simbolizavam. O pai, fiscal aduaneiro da Receita, o que seria atualmente um auditor fiscal, respondia pela coletoria de impostos em municípios do interior amazônico. Depois, decidiu ingressar no mundo dos negócios, depois que comprou uma fazenda na região de Humaitá, onde insistiu com a economia da borracha, da castanha, criava gado bovino e caprino. Pertencente a uma família do Rio Grande do Norte, de onde procedem os Baraúnas, casou-se ainda jovem com Isabel de Barros, formada em Colégio das Irmãs Salesianas, o Madre Mazzarelo, de Belém, onde nasceu. Dizem as filhas que Isabel Baraúna falava fluentemente o francês, idioma universal da época, e sinal inequívoco de diplomacia e nobreza de trato.

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