Memorial Petronio Augusto Pinheiro
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As formas de contestação à censura da década de 1930.
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 Uma dessas formas, e talvez a mais importante para a história de nossa cultura, foi o do regionalismo. Foi ele uma fusão eficaz dos temas brasileiros com uma linguagem muito própria nossa e, além disso, não se restringiu à literatura: também nas artes plásticas e na música apareceram obras de grande valor sob a inspiração regionalista. Mais importante do que citar todos os grandes nomes desse período fértil em produção cultural, é assinalar alguns autores cujas obras se tornaram verdadeiros símbolos. Por exemplo, José Lins do Rego, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, todos eles ficcionistas que souberam transmitir em suas histórias a vivência da gente do seco Nordeste, mágica Bahia, do bravo Rio Grande do Sul. São escritores que mostram um Brasil sem enfeites, um povo que luta arduamente para sobreviver. E é importante notar que a produção deles cobre, historicamente, um período marcado pela ditadura do Estado Novo. Ao ufanismo vigente, esses intelectuais contrapunham retalhos daquilo que Graciliano Ramos chamou, num de seus melhores romances, as “Vidas secas”.

A década de 30 marcou também a maturidade da poesia brasileira, já liberta dos padrões acadêmicos e abertos às grandes indagações existenciais do mundo moderno. Carlos Drummond de Andrade é o poeta representativo desta tendência. Já no final do Estado Novo, surgem um poeta e dois prosadores que viriam a marcar, com suas obras, o fim do ciclo iniciado pelo Modernismo e a abertura de novas tendências: João Cabral de Melo Neto daria à poesia de temática regional um alto nível de elaboração, Clarice Lispector marcaria a prosa de ficção brasileira com sua abertura à narrativa psicológica e Guimarães Rosa traria um novo alento a temática e à linguagem regionais.

O Carnaval, já transformado a essa altura em festa nacional, servia de veículo a essa ideologia evasionista. De qualquer modo, isso possibilitava também o acesso de elementos populares, como Pixinguinha, Ismael Silva ou Noel Rosas, às grandes massas.

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    2010

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