Memorial Petronio Augusto Pinheiro
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Associação Comercial do Amazonas, as lições decisivas

Para entender o bom desempenho de Petronio, mais tarde, a partir de 1960, na coordenação geral dos trabalhos na Federação das Indústrias, onde atuou por mais de três décadas, vale lembrar algumas ações, reivindicações e bandeiras, defendidas pelo velho mestre Cosme Ferreira, no papel do Diretor Técnico da Associação Comercial do Amazonas. Cosme, que também era parlamentar, transpirava o desafio amazônico, e mobilizava, com a participação de seus dois pupilos, Siqueira e Petronio, proposições e ações de negócios na região. Tudo o que significasse ampliar e diversificar empreendimentos passava pela Associação Comercial do Amazonas: Pleito de redução dos fretes da Amazon River para viabilizar a produção regional; Promoção do Timbó (fibra regional), como interesse comercial de exportação; Criação do Comércio do Guaraná; Pedido de redução de frete no embarque de juta e malva (recorte); Reuniões de estudo e apoio à defesa da castanha; Doação à 8ª Região Militar de castanha, destinada a introduzi-la na alimentação dos soldados; Pleitos de medidas para apoio e manutenção do transporte fluvial; Instalação de uma fábrica de beneficiamento de cereais na rua dos Andradas; Instalação de escritórios de representação no Rio, em Belém e em São Paulo; Exposições de produtos amazônicos a bordo do navio Almirante Jaceguay, em Vitória, em São Paulo e em Barcelona; Participação nas Feiras de Viena, Marselha, Baia Blanca e São Leopoldo; Pleito de instalação de um Vice-Consulado dos Estados Unidos em Manaus. Foram múltiplos os reflexos da Segunda Guerra Mundial com a invasão das forças americanas em busca de borracha. Foi construído o aeroporto de Ponta Pelada e intensificado o tráfego aéreo com diminuição da cabotagem com falta de combustíveis, trigo e outros gêneros de primeira necessidade. À época, a Associação mantinha representação em 29 cidades do interior amazônico. A Casa mantinha um serviço de assistência à agricultura. Por iniciativa de Cosme Ferreira Filho foi apresentado no Congresso projeto que criava a Estação Experimental do Guaraná, em MauésPelo Decreto 12.312, de 27 de abril de 1943, o Governo da República concedeu à ACA a prerrogativa de órgão consultor da União. Em 1948, a ACA realizou a Segunda Conferência Nacional da Borracha.

Extrativismo - Mitos e promessas

A economia dependia muito de produtos de cultivo artesanal usados pela indústria, como a juta e a malva. O surgimento, então, da indústria plástica para fins de embalagens foi mortal para essas fibras empregadas na sacaria dos agronegócios. Àquela altura, não restavam muitas saídas econômicas para cidades como Manaus, já com 200 mil habitantes. A situação era preocupante. A sorva, para dar alguns exemplos, matéria-prima única da goma de mascar, popularizada como chiclete, fora substituída por um derivado do petróleo, o poliisobutileno. O pau-rosa, usado na fixação de perfumes, cedeu lugar aos fixadores de laboratório e se juntou à juta e à malva, que já haviam contribuído com mais de 50% da receita do Estado e geravam milhares de empregos. Perderam mercado par a o tecido de polipropileno e também devido ao aparecimento dos navios graneleiros,que prescindiam de sacarias para embalagens. O avanço tecnológico teve um lado cruel na desvalorização econômica dos produtos primários da região. Impunha-se, pois, tomar medidas urgentes para resgatar o cenário socioeconômico regional. 

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO AMAZONAS: A defesa do desenvolvimento regional

É nesse contexto de luta e procura por alternativas que surge a iniciativa da implantação de uma entidade para defender os interesses dos empresários locais. Foi criada, então, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, em 3 de agosto de 1960. Petronio Augusto Pinheiro assina a ata de criação da entidade e já é escolhido o 1º Secretário, aquele que seria responsável por fazer funcionar a instituição.

Naquele momento, a luta do empresariado amazonense era marcada pela defesa do desenvolvimento da indústria regionalprocessadora de matérias-primas regionais, com destaque para as serrarias, usinas de extração e de beneficiamento de borracha, fabricação de calçados, bebidas e panificação. O estatuto foi aprovado em 29 de maio de 1961, quando foi expedida a Carta Sindical pelo então Ministro de Estado de Negócios do Trabalho, reconhecendo como seu fundador e primeiro presidente, o empresário Abrahão Sabbá, que exerceu o mandato de uma então diretoria provisória, de agosto de 1960 até maio de 1961, ocasião em que foi eleita a 1ª Diretoria, com mandato de junho de 1961 a outubro de 1966, mantendo Petronio na mesma função executiva. Tesoureiro, representante da entidade por várias décadas junto à Confederação Nacional das Indústrias, diretor e integrante da presidência, recebendo em 1985 o Diploma do Mérito Industrial, pelos relevantes serviços prestados às causas do desenvolvimento da indústria Amazonense. Na solenidade, Petronio proferiu emocionante discurso, no qual recordou sua trajetória e as lições aprendidas com o mestre Cosme Filho.

Petronio atuou, com destaque, na Federação das Indústrias por quase quatro décadas, como relata o atual presidente da Instituição, Antônio Silva. Atualmente a FIEAM possui Diretoria e Conselho de Representantes, formado por dois delegados de cada Sindicato filiado e também de uma diretoria Adjunta, apresentam a seus pares da indústria nacional o jeito amazônico de empreender, gerar riqueza com responsabilidade social e ambiental. A estrutura interna da entidade, composta por profissionais multidisciplinares, dá o suporte necessário as atividades - multidisciplinares e focadas nas demandas sociais - desenvolvidas pela instituição. Integram o Sistema FIEAM as entidades SESI, Serviço Social da Indústria, SENAI, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e IEL, Instituto Euvaldo Lodi, focado na qualificação técnica e de inovação dos trabalhadores.

SESI – parceria social e partilha familiar

O SESI, onde se estreitou a relação entre Petronio e Iclé, implantou-se no Amazonas em 1º de janeiro de 1949, com uma delegacia regional, por iniciativa do então presidente da Confederação Nacional da Indústria e diretor nacional do SESI, Euvaldo Lodi. Por cessão do então presidente da Cruz Vermelha Brasileira - Secção Amazonas, André Araújo, a delegacia instalou-se em uma das dependências da instituição, situada na Avenida Getúlio Vargas. O quadro de pessoal da recém-instalada Delegacia foi integrado pelo delegado, Francisco de Oliveira Regis, dois médicos (um clínico geral e um puericultor e pediatra), o advogado Lúcio de Siqueira Cavalcante, um dentista, quatro assistentes sociais, duas enfermeiras, um auxiliar de escritório e um zelador, que prestavam serviços aos trabalhadores da indústria local. Depois de formada em Serviço Social na Faculdade de Serviço Social do Rio Grande do Norte, foi no SESI que Iclé Baraúna atuou como assistente social, até sua transferência para a Funabem (Fundação Nacional do Bem Estar Social), em 1965, onde atuou junto à Igreja, às Forças Armadas e todas as instituições voltadas para a assistência social e promoção humana dos desassistidos do banquete social. Nessa entidade, com um trabalho destacado pela imprensa e demais parceiros da sociedade, Iclé levava sempre o apoio, a presença e os benefícios propiciados por Petronio. Lá permaneceu até se aposentar.

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