Memorial Petronio Augusto Pinheiro
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A paixão pelo conhecimento
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Se no Colégio Salesiano Dom Bosco, onde concluiu o ginásio e o colegial, consolidou os ensinamentos de seo Nilo, de oração e trabalho, Omnia vicint labor, foi na labuta do Seringal da Conceição do Raimundo que ele cursou e se qualificou em Ciência do Ambiente, um conhecimento apaixonado pelas coisas da floresta que marcará toda sua vida. Conhecer é crescer e libertar-se da pobreza mais hostil que é a ignorância. Foi extremamente marcante, um episódio de sua infância e adolescência no seringal, protagonizado por Geraldo, um afilhado de seo Nilo, que virou comandante de avião da antiga Companhia Panair do Brasil. A pedido do padrinho, jogava pela janela do avião, um pacote contendo jornais e revistas da época, uma encomenda esperada ansiosamente que cumpria o papel de saciar a sede de informação e novidades de um país em transformação. O conhecimento a serviço do crescimento intelectual e do exercício da cidadania. Nesse contexto, ainda no seringal, seo Nilo estimulava a busca do conhecimento por meio da leitura dos livros disponíveis, da atenta audiência aos noticiários das rádios, em particular da BBC de Londres que, com seu ritual próprio de um país rico e desenvolvido, trazia o mundo para a floresta por meio de ondas sonoras. Tudo era pauta de prosa e esclarecimento na tradição oral no convívio diário com as pessoas que trabalhavam ou passavam pelo seringal. Petronio, depois, já em Manaus, aguçou sua avidez pelo conhecimento, lia muito e regularmente, recortava e arquivava, num tempo sem conexão digital e informação instantânea, tudo o que lhe chamasse atenção e pudesse ser útil na vida, na família, nos negócios. Acompanhava diariamente os principais jornais e telejornais e se interessava por documentários e reportagens especiais. Sempre que estivesse a seu alcance, ouvia a Voz do Brasil e era ouvinte fiel da crônica do radialista Josué Cláudio de Souza, que fazia editoriais belíssimos, lidos ao meio-dia na Rádio Difusora do Amazonas, abordando temas, problemas e episódios à luz da moral cristã e da ética universal. Para ampliar conhecimento e aumentar suas fontes de acesso, Petronio costuma adquirir livros, enciclopédias, dicionários, mapas e publicações especializados, dentre elas as de agronomia e pecuária, sua predileção temática. Essa busca pela informação e pelo interesse público estava presente no acompanhamento próximo das obras públicas. Freqüentemente, ao passar diante de um canteiro de obras, cumpria uma espécie de ritual: descia do carro, lia a placa para se inteirar do se tratava, qual o valor, o prazo de execução, a extensão, o engenheiro e a empresa responsável pela viabilização, e o que mais houvesse de informação relevante. Ao voltar pra casa, replicava muitas vezes com entusiasmo a informação obtida, torcia pela realização e fazia dela instrumento de educação moral e cívica de filhos e sobrinhos, apostando e estimulando o papel de todos na colaboração, acompanhamento e conquista do progresso lícito e digno, para benefício geral, ou seja, sustentável, como se diz atualmente.

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    2010

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